O - Ordenhar o Leite Materno e oferecer ao bebê, em copinho, colher (...), caso não possa amamentá-lo diretamente no seio
Existem situações em que a Mãe não pode amamentar diretamente no seio, especialmente em casos de bebês prematuros. Para garantir a lactação, é necessário fazer a ordenha do leite e armazenar, para que seja oferecido ao bebê. Mas, atenção! Oferecer o leite ordenhado em copinho, seringa, colher ou conta-gota, para que o bebê não recuse o seio, posteriormente.
P - Promover a saúde e o afeto, através da Amamentação
Segundo a NORMA BRASILEIRA DE COMERCIALIÇÃO DE ALIMENTOS PARA LACTENTE:
“O LEITE MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E FOTALECE O VÍNCULO MÃE-FILHO”
Q - Qualquer dúvida sobre Aleitamento Materno, procurar um Banco de Leite Humano ou outro setor de saúde que possa fornecer os devidos esclarecimentos
Se a Mãe apresentar qualquer que seja a dúvida em relação à Amamentação, mesmo após a alta hospitalar, deve procurar um serviço especializado para os devidos esclarecimentos, seja na própria Maternidade onde foi atendida, seja em um Banco de Leite Humano, enfim, que possa sanar a(s) dúvida(s), de acordo com as suas necessidades.
R - Respeitar o ritmo do bebê. Isto é: não estabelecer horários fixos, nem o tempo de duração das mamadas
Cada bebê tem seu próprio ritmo de intervalo e duração das mamadas. Não há necessidade de “controlar” rigorosamente os horários. É importante fazer algumas observações para ter um parâmetro, mas não para causar ansiedade. Se o bebê mama com vigor e a Mãe percebe que houve esvaziamento mamário, não há com o quê se preocupar. Ele fica saciado e dorme tranqüilamente. A natureza vai acordá-lo para a próxima mamada. Contudo, se o bebê quiser mamar freqüentemente e “não dá trégua”, conforme algumas Mães se expressam, então é necessário verificar o que está acontecendo. Dentre as causas mais comuns, estão:
Pega incorreta, mesmo que não esteja machucando o mamilo; isto faz com e o bebê fique cansado de sugar e não retira a quantidade de leite que necessita.
Bebê prematuro ou “pequeno para a idade gestacional”, que poderá necessitar mais dias para conseguir mamar vigorosamente. Bebê “grande para a idade gestacional”, necessitando uma quantidade de leite superior ao que consegue sugar, nos primeiros dias de nascimento.
Astenia (cansaço) da Mãe no pós-parto, que pode acarretar dificuldade na ejeção do leite, ou seja, a Mãe percebe que tem leite, mas este fica retido nas glândulas mamárias ou nos canais lactíferos.
É importante lembrar: “cada caso é um caso”. Algumas vezes é necessário fazer a ordenha manual e completar a mamada com o próprio leite da Mãe, até que o bebê fique satisfeito. Todavia, isto é mais comum na primeira semana de puerpério.
Se houver cuidados necessários e assistência adequada no tempo certo, o bebê vai adquirir seu próprio ritmo de mamada e o ato de amamentar se torna prazeroso.
Estas informações são baseadas em EVIDÊNCIAS, mediante o acompanhamento de Mães lactantes, no decorrer de duas décadas de profissão na área de Aleitamento Materno.
S - Servir-se de alimentos nutritivos e em quantidades adequadas ao seu organismo
Existem muitos “mitos” em relação à alimentação da Mãe lactante. É importante que a Mãe se alimente com alimentos nutritivos e em quantidades adequadas ao seu organismo, sem deixar-se influenciar por tantas “dicas” que aparecem com freqüência. Se a Mãe seguir cada “conselho” que ouve sobre “o que pode ou não pode comer, o que é bom para produzir leite, etc”, ela vai ficar demasiadamente confusa. É importante, desde a gestação, ter acompanhamento com nutricionista ou orientações médicas adequadas, a fim de saber o que é melhor para a sua necessidade orgânica.
T - Ter autoconfiança no processo da Amamentação
Muitas Mães que se preparam, intensamente, durante a gestação, podem encontrar mais dificuldades por conta da ansiedade, especialmente aquelas Mães que têm seu primeiro bebê após os 35 anos. Elas ficam mais propensas a autocobrança, por conta da maturidade, e isto gera certo desconforto emocional. Qualquer situação que a leva a não ter o sucesso almejado, logo se pergunta: “onde é que estou errando?”. Na verdade, não está errando em nada! A única coisa que precisa fazer é buscar o auxílio necessário, como tantas outras Mães que não tiveram o mesmo tempo para se preparar.
Ter um acompanhamento adequado em Manejo Clínico da Lactação no decorrer dos primeiros dias de puerpério leva toda Mãe a perceber que Amamentar é um Ato Natural e Tranqüilo.
U - Usar vestuários confortáveis para amamentar
Esta expressão pode trazer o pensamento de que seja necessário comprar roupas especiais para amamentar. Nada disso! O que precisa, é que a Mãe use roupas mais soltas na hora da amamentação, para que as mamas não fiquem comprimidas por roupas apertadas, nem os ombros contraídos por alças ou mangas inadequadas. Isto vai facilitar para a “boa pega” mamilo areolar, porque as mamas ficam bem expostas e também favorece a saída do leite.
V - Viabilizar meios para não interromper o Aleitamento Materno por ocasião da volta ao trabalho
A Mãe que precisa voltar ao trabalho após a Licença Maternidade - que é a grande maioria - ou mesmo aquela que é autônoma, deve viabilizar meios para continuar amamentando.
Fazer a ordenha do leite e armazenar para deixar com quem vai cuidar do bebê é a melhor alternativa, se não puder se ausentar do local de trabalho para amamentar.
O leite deve ser acondicionado em recipiente limpo e guardado sob refrigeração, a fim de manter a qualidade. Se for utilizar no mesmo dia, não há necessidade de congelamento.
É importante lembrar (e treinar, se necessário) a quem for cuidar do bebê, para oferecer o leite ordenhado em copinho ou colher. É conveniente conversar com a criança, informando-a sobre a “nova forma” de receber o leite da Mamãe: muda a forma, mas o leite é o mesmo.
Muitas pessoas perguntam: será que elas entendem? Afirmo com base em experiência: elas entendem e aceitam muito bem!
X - Xeretar os panfletos distribuídos pelos Órgãos de Saúde e outras fontes de informações sobre Aleitamento Materno e cuidados adequados para obter êxito na Lactação
O Ministério da Saúde e outras fontes oferecem informações específicas sobre Aleitamento Materno, através de fôlderes, panfletos e outros meios. É importante ler sobre o assunto, prestigiar eventos, como por exemplo, a SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO.
Z - Zelar pelos seus direitos e exigir o cumprimento das “LEIS DA AMAMENTAÇÃO”
A Consolidação das Leis Trabalhistas do Brasil – CLT, a partir da Constituição Federal de 1988 - garante o direito à Licença Maternidade de 120 dias para a Mãe ficar afastada do trabalho, sem prejuízo ao salário, para que possa permanecer junto ao filho e lhe garantir o melhor alimento que a Natureza providenciou para o início da vida do novo SER. Na volta ao trabalho, a Lei também garante a dispensa de uma hora diária para amamentar. Esta hora pode ser fragmentada em dois períodos de meia hora, até o bebê completar seis meses de idade. Alguns acordos trabalhistas já concedem a extensão da Licença em período integral por mais dois meses, para que a Mãe possa permanecer junto ao filho, com exclusividade, até que ele esteja apto a iniciar a alimentação com outros alimentos.
O LEITE MATERNO É O MELHOR E MAIS COMPLETO ALIMENTO QUE A NATUREZA PROVIDENCIOU PARA O INÍCIO DA VIDA DE TODO SER MAMÍFERO, SEGUNDO A SUA ESPÉCIE.
Referências Bibliográficas
GRISA. Pedro Antônio. Liberte seu Poder Extra. Florianópolis: EDIPAPPI, 2002.