quinta-feira, 5 de novembro de 2009

COMPOSIÇÃO DO LEITE MATERNO

O leite materno é um líquido rico em:

Gordura (poliinsaturadas)
Minerais
Vitaminas
Enzimas
Imunoglobolinas
Água -87% (no leite maduro)
Ácidos graxos insaturados de cadeia longa
Ácido aracdônico e linoléico
Lactoalbumina
Aminoácidos essenciais (cistina e taurina)

Você sabe qual é a função de cada elemento no organismo do Bebê?

5 comentários:

  1. Bruna S. de Oliveira5 de novembro de 2009 16:24

    Os carboidratos – têm um efeito positivo sobre a absorção de minerais, especialmente de cálcio; e as proteínas (divididas em frações com ações importantes e específicas) desempenham três funções: são fontes de aminoácidos essenciais e de nitrogênio para sintetizar mais proteínas, geram outras proteínas que possuem funções específicas como defesas contra agentes microbiológicos e finalmente têm atuação como fatores de crescimento e moduladores.
    As proteínas representam cerca de 5% da energia. As gorduras – representam 3 a 5% do leite e fornecem cerca de 50 a 60% da sua energia.Nos últimos anos um nutriente do leite materno vem sendo muito estudado. Trata-se dos prebióticos , representados pelos oligosacarídeos que são o terceiro componente do leite materno. Esses prebióticos são alimentos funcionais, isto é, nutrem e propiciam efeitos benéficos para o organismo. Os prebióticos ingeridos no leite materno (oligossacarídeos), propiciam o crescimento de Bifidobactérias e Lactobacilos no intestino grosso da criança. Isto leva à formação de ácidos graxos de cadeia curta vão ajudar a inibir o desenvolvimento de microorganismos patógenos que podem afetar seriamente o recém-nascido; que ajudam a manter uma boa nutrição do epitélio intestinal, que ao lado da flora benéfica modulam o sistema imuológico no sentido de diminuir a chance da criança ter infecções e alergias.


    Nos últimos anos um nutriente do leite materno vem sendo muito estudado. Trata-se dos prebióticos , representados pelos oligosacarídeos que são o terceiro componente do leite materno. Esses prebióticos são alimentos funcionais, isto é, nutrem e propiciam efeitos benéficos para o organismo. Os prebióticos ingeridos no leite materno (oligossacarídeos), propiciam o crescimento de Bifidobactérias e Lactobacilos no intestino grosso da criança. Isto leva à formação de ácidos graxos de cadeia curta vão ajudar a inibir o desenvolvimento de microorganismos patógenos que podem afetar seriamente o recém-nascido; que ajudam a manter uma boa nutrição do epitélio intestinal, que ao lado da flora benéfica modulam o sistema imuológico no sentido de diminuir a chance da criança ter infecções e alergias.


    Dr Ary Lopes Cardoso
    Médico Assistente Mestre e Doutor em Medicina pelo Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Chefe da Unidade de Nutrologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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  2. O leite materno favorece o desenvolvimento do sistema imunológico do bebê, protegendo-o contra infecções e alergias.É o único alimento que garante a qualidade e quantidade adequada de nutrientes para o bebê.

    Proteínas: são os elementos formadores do arcabouço corpóreo, promovendo o crescimento dos músculos e das víceras.

    Gorduras: São fundamentais no desenvolvimento do cérebro e de todo o sistema nervoso central, além de servir como reservatório de energia para a máquina humana.

    Açúcares: São o combustível que movimenta toda atividade metabólica do organismo com sua queima.

    Sais Minerais: São a matéria-prima de estruturas básicas, como o calcio nos ossos, o ferro no sangue, o sódio e o potássio nas células.

    Vitaminas: São intermediadores essenciais em mecanismos que favorecem o aproveitamento de tantos outros nutrientes que chegam ao organismo. A albumina é a principal proteína no leite materno, já o leite de vaca é rico em caseína e ela não é plenamente digerida pelas enzimas do bebê e seus resíduos se acumulam no sangue, podendo afetar o bom desenvolvimento do cérebro. Todo conteúdo protéico do leite materno é aproveitado pelo bebê.

    Enzimas: O leite materno tem boa digestibilidade graças às enzimas que quebram as moléculas de gordura. As gorduras são pré digeridas pelas enzimas do próprio leite, deixando-as disponíveis como principal fonte energética para o bebê.

    Ácidos Graxos Insaturados de cadeia longa: importante para o desenvolvimento e mielinização do cérebro. Diminui os níveis de colesterol circulantes e consequentemente ao menor risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares.

    O leite materno contém 87,5% de água, o que prove adequada hidratação com adequado volume ingerido.

    Aminoácidos: Taurina – ajuda na absorção e eliminação de gorduras. Atua como neurotransmissor em algumas áreas do cérebro e retina. Colabora para uma melhor absorção da creatina pelo organismo.
    Cistina – é essencial para a formação de pele e cabelo. Contribui para fortalecer o tecido de conexão e ações antioxidantes no tecido, ajudando na recuperação. Estimula atividade das células brancas no sangue e ajuda a diminuir a dor de inflamação


    Curiosidades

    De acordo com a "Iowa Extension Service", dos EUA, cada colher de chá de leite materno possui 3.000.000 de células que matam germes;
    O primeiro leite que o bebê toma no comecinho da mamada é mais "leve", tem mais volume e menos gordura e calorias. Já no final da mamada, o leite é rico em gordura e calorias e tem menor volume. É como uma "sobremesa cremosa".
    Na época das amas de leite, essas mulheres eram obrigadas a alimentar primeiro os filhos dos patrões e seus filhos recebiam apenas o leite do fim. Conseqüentemente recebiam toda a gordura e muitas vezes eram castigadas porque seus filhos cresciam mais que os filhos dos patrões.

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  3. O colostro é o primeiro leite que a mãe secreta e tem um papel definido para a
    proteção do recém nascido (contém mais anticorpos e mais células brancas). É rico em
    proteína e vitaminas A, E e K além de minerais como zinco e sódio, sendo assim contém
    menos gorduras e carboidratos. É secretado em quantidades que variam entre 10 e
    100ml/dia, ocorrendo maior produção em multíparas. Permanece até o 4° ou 7° dia pósparto.
    O leite de transição permanece entre 7° e o 21° dia pós-parto. Nesse período
    ocorre alterações como o aumento da gordura e da lactose, e a diminuição do teor
    protéico e de minerais.
    O leite maduro tem características próprias como diferentes concentrações de
    nutrientes em uma mesma mamada, sendo eles o leite do começo, rico em proteína,
    lactose, vitaminas, minerais e água e o leite do fim que contém mais gordura. Por isso tão
    importante a recomendação da livre demanda.
    Os macronutrientes:
    As proteínas são secretadas entre 1,2 a 1,5 g/100ml/dia, sendo a caseína a mais
    importante delas. A relação entre as concentrações de caseína : proteínas do soro
    (enzimas, imunoglobulinas, a-lactalbumina) no leite materno e no leite de vaca são
    LH ~ 40:60% e LV ~ 80:20%; favorecendo o tempo de esvaziamento gástrico no leite
    humano.
    O leite materno também possui a a-lactalbumina que ajuda na síntese de lactose.
    Como o leite de vaca não a possui, ocorrem casos de alergia ou até mesmo intolerância a
    lactose.
    As gorduras são secretadas nas quantidades de 2g/100ml/dia no colostro,
    aumentando para 3,5g/100ml/dia 15 dias após o parto, responsáveis por fornecer 35 a
    50% da ingestão energia diária.
    São divididas entre triglicérides (90%), colesterol e fosfolípides. Os triglicérides
    por sua vez, são divididos entre ácidos graxos (AG) e glicerol. A composição dos ácidos
    graxos é de 43% saturados e 57% insaturados [láurico (12:0), mirístico (14:0), palmítico
    (16:0),
    palmitoléico (16:1), esteárico (18:0), oléico (18:1), linoléico (18:2), linolênico (18:3)].
    ASPECTOS NUTRICIONAIS DO ALEITAMENTO MATERNO*
    Componente mais variável do leite humano, portanto são necessários cuidados
    especiais na duração das mamadas e na ordenha manual.
    Os carboidratos (lactose, galactose, frutose, oligossacarídeos) aparecem em
    concentrações de 4% no colostro e 7% no leite maduro, perfazendo 40% das necessidades
    energéticas. São secretados em quantidades de 7g/100ml/dia de lactose sendo 0.8% de
    oligossacarídeos, que associados aos peptídeos formam o fator bífido que te papel
    protetor do trato gastrointestinal, inibindo infecções oportunas.
    Os micronutrientes:
    As vitaminas estão em concentrações geralmente adequadas, variando conforme
    dieta materna.
    A quantidade de vitamina A no colostro é o dobro da do leite maduro.
    A vitamina K protege o bebê da doença hemorrágica do RN, diminuindo as
    chances de desenvolvimento da patologia.
    A vitamina E geralmente atende às necessidades do bebê e a vitamina D quando
    associada a luz solar evita dos bebês amamentados exclusivamente desenvolverem a
    deficiência;
    As vitaminas hidrossolúveis geralmente são suficientes mesmo em mães
    vegetarianas ou desnutridas.
    A concentração dos minerais não é significantemente afetada pela dieta materna.
    A boa relação cálcio:fósforo (2:1) favorece absorção do cálcio e diminui o teor de
    fósforo contribuindo para a manutenção pH intestinal mais ácido que por sua vez
    favorece flora benéfica intestinal.
    Apesar do ferro apresentar concentrações pequenas no leite humano sua
    biodisponibilidade é alta, evitando anemia.
    Sendo assim, pode-se afirmar que o leite materno é, sem dúvida, o melhor alimento!
    * Profa. Ana Paula Poblacion (a.p@pucpr.br)

    Lôide Queiroz

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  4. Bruna e Loide
    Muito bom!
    Concluímos que não existe alimento mais apropriado para o Bebê!
    Com todos estes componentes não existe leite fraco!!!!!!!!Certo?
    Muito Bom!
    Abraços
    Maura

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  5. Gorduras são compostos orgânicos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio. Constituem-se na fonte mais concentrada de energia nos alimentos. As gorduras pertencem a um grupo de substâncias chamadas lipídios e podem ter a forma líquida ou sólida. Todas são combinações de ácidos graxos saturados e insaturados. Podem ser classificadas como muito saturadas ou muito insaturadas, dependendo de suas proporções.
    Os minerais são nutrientes com função plástica e reguladora do organismo. É necessário ingerir cálcio e fósforo em quantidades suficientes para a constituição do esqueleto e dos dentes. Outros minerais, como o iodo e o flúor, apesar de serem necessários apenas em pequenas quantidades, previnem o aparecimento de doenças como a cárie dentária e o bócio. Uma alimentação pobre em ferro provoca anemia (falta de glóbulos vermelhos no sangue). O excesso de sódio, provocado pela ingestão exagerada de sal, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e é um dos responsáveis pela hipertensão.
    As vitaminas são elementos nutritivos essenciais para a vida , que na sua maioria possuem na sua estrutura compostos nitrogenados, os quais o organismo não é capaz de sintetizar e que, se faltarem na nutrição, provocarão manifestações de carência ao organismo. O corpo humano deve receber as vitaminas através da alimentação, por administração exógena (injeção ou via oral), ou por aproveitamento das vitaminas formadas pela flora intestinal (algumas vitaminas podem ser produzidas nos intestinos de cada indivíduo pela ação da flora intestinal sobre restos alimentares).
    As enzimas são substâncias orgânicas, geralmente proteínas, que catalisam reações biológicas pouco espontâneas e muito lentas. O poder catalítico de uma enzima relaciona a velocidade das reações com a energia despendida para que elas aconteçam.
    Imunoglobulinas são glicoproteínas sintetizadas e excretadas por células plasmáticas derivadas dos linfócitos B, os plasmócitos, presentes no plasma, tecidos e secreções que atacam proteínas estranhas ao corpo, chamadas de antígenos, realizando assim a defesa do organismo (imunidade humoral). Depois que o sistema imunológico entra em contato com um antígeno (proveniente de bactérias, fungos, etc.), são produzidos anticorpos específicos contra ele.
    Ácidos graxos) ou ácidos gordos) são ácidos monocarboxílicos de cadeia normal que apresentam o grupo carboxila (–COOH) ligado a uma longa cadeia alquílica, saturada ou insaturada. Como nas células vivas dos animais e vegetais os ácidos graxos são produzidos a partir da combinação de acetilcoenzima, a estrutura destas moléculas contém números pares de átomos de carbono. Mas existem também ácidos graxos ímpares, apesar de mais raros. São muito importantes para o metabolismo.
    O ácido araquidônico (AA) é um ácido graxo essencial. A presença das ligações duplas faz com que esta molécula tenha vários sitios que podem ser oxidados, permitindo a formação de diferentes lipídios com atividades biológicas distintas.
    Os aminoácidos são blocos formadores de proteínas e tecido muscular. Todos os tipos de processo fisiológicos como energia, recuperação, ganhos de músculos, força e perda de gordura, assim como funções do cérebro e temperamento, estão inteiramente ligados aos aminoácidos. Eles também podem ser convertidos e enviados diretamente para o ciclo de produção de energia do músculo.

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